Direito de Resposta : "Lei de Utilidade Pública - A Farra das Ong`s no Brasil"
Por; Antonio Fialho Garcia Junior Assinpol e a lei da utilidade pública: lutando por um mundo melhor
Neste mesmo espaço foi publicado texto do senhor Pettersen Filho que tenta denegrir a imagem da Associação dos Investigadores de Polícia Civil do Espírito Santo (Assinpol) insinuando que a verba destinada para capacitação dos policiais civis capixabas é menos digna do que aquela direcionada às demais associações que, cotidianamente, buscam a redução da violência por meios diversos.
Investimento em esporte, geração de renda e capacitação profissional são tão importantes quanto treinar o policial civil para não ser morto nas ruas, para agir com inteligência, para atuar de maneira eficaz em um mundo tecnologicamente avançado. Formar policiais é dever do Estado, mas deixá-los morrer por falta de conhecimento e de habilidade técnica é, no mínimo, irresponsabilidade. A Assinpol exige que o Estado cumpra o seu dever e atua em parceria com as diversas instituições quando é possível garantir qualidade para a segurança pública.
O senhor Pettersen está mais uma vez equivocado e seu texto – grosseiro e repleto de erros - não condiz com a verdade. Não podemos chamá-lo de matéria jornalística porque a diretoria da Associação nem ao menos foi procurada para falar sobre o assunto. Basta analisar os fatos para perceber que a Assinpol é hoje uma instituição respeitada em todo o território nacional. Há divulgação de nosso trabalho em grandes jornais nacionais como a Folha de São Paulo e em todos os veículos de comunicação do Estado. São matérias jornalísticas que apresentam o trabalho desenvolvido diariamente pela Associação: luta por melhores salários, cursos de pós-graduação, participação na Feira da Paz, denúncias acerca do descaso do governo com o trabalho policial.
Em meio a todas essas lutas a Assinpol mantém um sério trabalho de capacitação. O próprio Curso de Atualização, que possibilitou um aumento de 20% nos salários dos Investigadores, foi realizado pela Academia de Polícia em parceria com a Assinpol. Há 9 anos o curso não era oferecido e nós viabilizamos sua realização. Foi uma vitória para todos os policiais porque depois de tornar possível para os Investigadores, outras categorias também foram beneficiadas. Sabemos que não foi fácil, mas realizamos e contribuímos para uma sociedade melhor.
Outro erro do senhor Pettersen decorre da sua metodologia inadequada e essa lição aprendemos logo no início dos cursos de investigação: fontes secundárias têm mais risco de inexatidão. O jornal publicou que a Assinpol receberia R$ 100 mil, mas a verba é destinada a uma Oscip que apresentou Plano de Trabalho para realização do Curso de Pós-Graduação em Segurança Pública e Social e de diversos Cursos de Treinamento, tanto na Grande Vitória quanto no interior do Estado. A Assinpol idealizou o projeto que tem como parceira a Universidade Federal e como objetivo formar, qualificar, oferecer à sociedade um policial cidadão, com alto grau de qualificação. Em agosto teremos a formatura da primeira turma, composta por 28 policiais que depois de dias e noites de trabalho árduo dispõem-se a saber um pouco mais sobre segurança, sociedade, economia e direito, entre outras áreas. Ainda este ano teremos o edital para a próxima turma que deverá ter início em fevereiro. Outras tantas horas foram destinadas a treinamentos táticos e muitos policiais hoje estão aptos a participarem de operações de alto risco sem que isso signifique ir à guerra sem armas.
Para quem diariamente vive a Segurança Pública isso é muito importante. É papel das entidades cobrar que o governo realize essas capacitações, mas a Assinpol é parceira em todas as ações que possam vir a melhorar a qualidade da Segurança Pública e a vida do policial. Assim, tratar essa verba como “injustificável” é pura falta de conhecimento da realidade do trabalho da polícia.
O objetivo da Assinpol quando apresenta denúncias, críticas ou quando realiza cursos, seminários ou ainda participa de eventos como a Feira da Paz é contribuir para a melhoria do sistema de segurança pública em particular e da sociedade de maneira geral, independente de qual versão partidária esteja no poder naquele determinado momento, pois a sociedade é a mesma e carece de um mundo menos violento. Prova de que estamos no caminho certo é que fomos eleitos com 87% dos votos dos Investigadores, em um processo democrático e transparente.
Ademais, as contas das organizações não-governamentais são fiscalizadas por órgãos competentes e referendadas pelo Tribunal de Contas que, de forma alguma, permitiriam uma “farra” para beneficiar uma entidade de classe que tanto põe à mostra as feridas do descaso com a Segurança Pública.
Enfim, provado está por diversas instituições de pesquisa e acadêmicas que o investimento em esportes e educação muito contribui para a redução da criminalidade. Alguns chegam até a apontar a Educação como única alternativa para que tenhamos uma sociedade mais justa. A Assinpol investe em formação, em treinamento, em Educação e assim completa o ciclo de lutas: trabalha, forma, luta, treina, realiza e constrói um mundo melhor. ANTÔNIO FIALHO GARCIA JUNIOR Av. Nossa Senhora da Penha, nº 2462, Ed. Fontana, sl. 305, Santa Luiza – Vitória – ES – Tel.: (27) 3314-3390 OBS: Texto Publicado por Requisição do Interessado com suposto fulcro na Lei de Imprensa, Publicado por Amor ao Debate e a Causa Democratica por mera Concessão da ABDIC |