EDITORIAL

IMPRENSA: SER OU NÃO SER ?
Por : Pettersen Filho
Diz-se da Imprensa que ela deve ser imparcial:
Instituída, ainda na égide do Regime Militar de 1964, e carregando todos os fantasmas embrutecidos nos porões da férrea Ditadura, é, no entanto, a Lei de Imprensa brasileira bastante democrática, embora os meios de comunicação e os seus proprietários, geralmente políticos e ricos empresários, donos de concessão pública e atrelados ao Poder, não o sejam.
Assim, não é a toa que vimos neste país o telejornalismo, enrustido de caráter semi-oficial, eleger presidentes da república, e quando contrariado, provocar o seu “impeachment”.
Foi o caso do presidente Fernando Collor de Melo, erigido pela Mídia Global "Herói das Alagoas Nordestinas", quem teve sua imagem nacional associada ao “Caçador de Marajás”, para depois enlaçar-se na própria simbologia, que para ele criaram.
Mormente, com olhos depositados no recente evento venezuelano, em que Imprensa e Estado se misturam, culminando no Golpe de Estado que depôs Hugo Chaves, e com o fatal fechamento da RCTV, protagonista do ensejo, valendo-nos de um meio de comunicação mais democratico, e menos passivel de influênciamento/Censura, qual seja, a tecnologia virtual possibilitada pela Internet, vemos agora o Governo Lula fazer água, adernar no mar da ineficiência e nas profundezas da lamacenta corrupção, num enredo dantes já visto e testemunhado por todos nós, muitos dentre os que, cara-pintadas de vergonha.
Assim, ao nosso modesto ver, não é, definitivamente, a tão alardeada Imprensa isenta, nem tão pouco imparcial.
De nosso lado, ao conjecturarmos a sobre o papel da Imprensa, formulamos antes o questionamento que eternamente acompanha o homem, desde que Shakespeare criou “Hammelet”, quem pronunciou: “To be or not to be. That is the question.”
Nós, ao invés de prendermo-nos a falsos valores, ou hipocritamente prolatarmos que não há ideologia na Imprensa, deixamos claro, decidimos, positivamente, “Ser-mos”, com toda a intensidade com a qual tal verbo pode ser conjugado e exercido.
De nosso lado, esperamos que o leitor jamais veja, ao folhear o Jornal matutino, apenas, o exibicionismo das castas sociais ou a silhueta opulenta dos edifícios blindex da orla marítima.
Esperamos, ao lermos, despertar ódios e amores, intensos. Paixão avassaladora ou rancor imperdoável, mas, todavia, recusamo-nos a ser um simples Leitor dirigido pelo político do bairro, ou estarmos a serviço do mercadinho da esquina, oferecendo como encarte um catálogo de preços.
Quem nos Ler, verá.
Saiba mais: www.abdic.org.br
www.direitodireto.com.br
www.paralerepensar.com.br/antuerpiopf.htm
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