A INTEGRAÇÃO SUL AMERICANA: O BRASIL E A VENEZUELA

                                                                         

  Por :   Prof. Guilhermina Coimbra

É de se observar as tentativas, por transversas maneiras, de incompatibilizar países Sul-Americanos entre si. As tentativas de incompatibilização fundamentam-se no receio do irreversível processo de integração Sul-Americana, contrariando interesses de fora da América do Sul.

Aqueles que rotineiramente costumam viver à custa, da discórdia, intrigas entre os povos, do massacre de etnias inteiras e de outras do mesmo teor, terão que respeitar a percepção Sul-Americana.

 

É inteligente perceber que o modus operandi, não funciona na América do Sul, podem crer. As táticas e estratégias repetitivamente ridículas não terão eco na América do Sul.

A percepção das populações da América do Sul não vai permitir que países Sul-Americanos hostilizem-se entre si.

Os residentes nos países da América do Sul estão atentos aos exemplos de como não – fazer.

Não admitem que seus governos permitam  que países Sul Americanos se hostilizem entre si e, nem muito menos, que táticas e estratégias utilizadas na Iugoslávia, Cazaquistão, Oriente Médio e muitos outros sejam utilizados no Brasil contra os seus vizinhos.

 

No entendimento dos pesquisadores – pesquisar é preciso - é de se entender bastante salutar para o Brasil e os Estados Sul Americanos,  saber que existem muitas, diversificadas alternativas e opções comerciais, fora dos parceiros habituais.

 

É completamente ridícula – na melhor das hipóteses - essa raiva toda, esse furor contra países Sul Americanos que tentam demonstrar, inteligência contrária, descontentamento e a salutar diversificação de parceiros.

 

No momento, a ira, o despeito e a veemência estão voltados para a Venezuela, país amigo – em um desrespeito brutal à soberania e à autodeterminação do referido país – garantida pela Carta da ONU.

 

O entendimento – absolutamente, não isolado – é o de que os raivosos demonstram mesmo, mas, é uma baita inveja daqueles que tem a coragem de pensar e externar pensamentos contrários.

Não admitem a ousadia de ter uma inteligência contrária, nem a demonstração de descontentamento com o status quo, nem que alguém possa ter a coragem necessária para externá-la.

 

O entendimento contrário é considerado uma politicagem - porque somente atende aos interesses dos intermediários e de terceiros interessados em explorar a ignorância dos demais em proveito próprio.

 

É política tendenciosa - esse detratar de posições tomadas pelo país vizinho, as quais devem – no mínimo - ser respeitadas.

 

As posições tomadas pelo país vizinho, por não prejudicarem absolutamente, em nada, o Brasil – devem ser no mínimo, respeitadas.

 

É campanha desmoralizadora de assuntos internos do país vizinho - tentando politizar o que é simples e puramente estratégia comercial de concorrente desleal. É campanha que atende aos interesses dos interessados e seus representantes no Brasil, beneficiando os referidos concorrentes desleais de pretensões inconfessáveis.

 

É politicagem, porque, aproveita-se do que pensam ser a ignorância dos demais em benefício dos interesses de grupos.

Se Estados europeus – nas condições verdadeiramente adversas do pós-guerra – inteligentemente, entenderam a necessidade urgente e premente de se unir aos ex-adversários (Alemanha e França) os Estados Sul Americanos, em muito melhores condições, têm a obrigação de se unirem, como forma de assegurarem-se mutuamente, em respeito às populações de seus respectivos Estados.

 

Não esquecer: a democracia é o exercício do respeito ao direito dos povos se auto - determinarem, assegurado pela Carta da ONU.

 

É, portanto, uma ignorância – na melhor das hipóteses – a crítica à Venezuela.

 

A população brasileira amiga, hospitaleira é atenta.

O Brasil merece respeito.

 

* Currículo Lattes; Pesquisadora CNPq/CAPES/FAPERJ, FGV-Rio