RAQUEL DODGE : “UMA PROCURADORA ESCOLHIDA SOB ENCOMENDA...”

Por : Pettersen Filho

Vista ainda outro dia, na calada da noite, reunida por debaixo da agenda oficial da Presidência da República, a quem caberia, institucionalmente, fiscalizar, numa daquelas reuniões próprias da Ilha da Sicília, ou da Camorra Italiana, face a face com o Presidente Temer, denunciado por receber propina e obstaculizar a Justiça, por ninguém menos que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, prestes a exaurir seu Mandato de Procurador Geral da República, de quem Raquel Dodge, até ontem a tardinha, era sua subalterna, no Órgão, Raquel Dodge, escolha pior do próprio Temer, para presidir a Procuradoria, extraída como a menos votada, numa lista de três, eleita por votação interna no próprio  Órgão, quebra a tradição de Presidentes anteriores a Temer, que sempre aceitaram, homologando, o mais votado.

 

Tempos febris que hoje vivemos, em que o Ministério Público, Instituto preconizado na própria essência da Constituição da Republica de 1988, artigos 127 a 129, cuja atribuição é fiscalizar, e aplicar a Lei, diante dos direitos indisponíveis e da ordem jurídica Pátria, enfim, levar aos Tribunais aqueles que ousem burlar a Lei dentre os quais, Políticos, Empresários e o próprio Presidente da República, ora totalmente envolto em crimes, não pode ele, Ministério Público, ver-se atrelado, submisso, ao Poder Político, como ora nos faz ver a futura Procuradora, Raquel Dodge, indo ao próprio Palácio, beijar a Mão do Poder, a quem caberia fiscalizar, enquanto se discute se será, na Sede da Presidência, ou da própria Procuradoria, seu empossamento, e se caberá, ou não, ao Presidente Temer, discurso no Ato de Posse, balizando seu empossamento.

Indo como vão as coisas, em que a Câmara dos Deputados, proíbe a um Órgão Processante autônomo, o próprio MP, de processar um Presidente, completamente envolto no Crime, cujos pares Deputados e Senadores, na sua maior generalidade, são também comparsas, caída, como se aparenta, a ultima resistência institucional na República, a Lava Jato e seu Aplicador, o MP, reféns do Poder Político advindo indiretamente das urnas, através da Procuradora Dodge, parece-me que, finalmente, está o Rato a tomar conta do Queijo, no Brasil !??

Chamem o Super Mouse, nosso amigo para salvar-nos do perigo, dizia o desenho animado....

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC