BRASIL : “UM NEGÓCIO DA CHINA...”

Por : Pettersen Filho

Reminiscências do tempo em que a Real Marinha Britânica, a “Royal Navy”, bem antes da surra que levou nas Ilhas Malvinas, singrava pomposamente os Sete Mares, tomando tudo que lhe convinha, papel que ora cabe aos Estados Unidos, desde que fosse possível alvejar o inimigo, à distância de um tiro de canhão, de menos o Paraguai de Solano Lopes, papel que coube ao Brasil, a expressão “Negócio da China” era dizer dos antigos, era jargão comum, verdade histórica, pois, mesmo a ora toda poderosa China, que detém mais da metade dos títulos da divida americana, um de cada quatro habitantes do Planeta, e segunda maior potência econômica do Globo, diante da  outrora Marinha Real, tamanha era a sua força, pegavam os Britânicos o que queriam, e vendiam ao restante do Mundo, a preço de bagatela, o que levou ao cunhamento de tal expressão: ”Negócio da China”, outrora subjugada à Inglaterra, que sobre si livre dispunha.

 

Realidade que em muito mudou, desde 1949, com a queda do Regime de Chiang Kai-Sheq, apoiado pelo Ocidente, e a Revolução Comunista de Mao Tse Tung, que lançou as bases políticas da China Moderna, Segunda Potência Econômica do Planeta, em breve a Primeira, e uma das rivais internacionais dos Estados Unidos, logo, logo, enquanto utiliza a Coreia do Norte como elemento de provocação, seu Satélite, como o é Israel no Oriente Médio, em face dos EUA, sem duvida alguma, é hoje a China um Global Player.

Nesse contexto, partiu, essa semana, para Pequim, o Presidente Emérito do Brasil, Michel Temer, com todo o seu Sultanato, Arautos, Menestréis e Bobos da Corte (Ministros de Estado, Deputados e Senadores),  levando na bagagem a Cemig, Eletrobrás, Petrobrás, Nuclearás, e todas as “Brás” possíveis, para, à preço de banana, verdadeiro “Negócio da China”, vender o Brasil.

Os Chineses, que não são bobos, nem nada, embora ideologicamente não afinados com Temer, e sua Turma, jamais dirão não, ao Pré-sal, ao Aquifero Guarani, nem a Amazônia..

Então eu vos pergunto Camaradas, Companheiros e Concordatários, não seria mais apropriado, hoje, ao referirmo-nos a negociatas, petróleo, mensalão e tontos outros “aos” como sendo corrupção, facilitação ou entreguísmo, “Negócio do Brasil”, ao invés de “Negócio da China “ !???

... e tudo isso sem disparar um só tiro!

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC