HONG KONG : “A PRIMAVERA ÀRABE DA CHINA...”

Por : Pettersen Filho

Arrebatada da China, ainda no Século XIX, quando a Inglaterra, ou seja, a Marinha Real Britânica era a Rainha absoluta dos Mares, e que para arrecadar Territórios alheios, bastava que mirasse o Inimigo em Sitio Ferrenho, com a sua Poderosa Esquadra, até que capitulasse, seja na África, Caribe, ou Ásia, ou seja na Oceania, a China foi por muitos Séculos pilhada e roubada, mantendo as Potências Europeias, desde Portugal ao Japão, Possessões em seu Território, das quais Hong Kong uma das mais portentosas, até que em 1949, após a derrota do Japão na Ásia, Mao Tsé Tung consolidou seu Poder no País, ao estabelecer o Comunismo como Regime Político na China, e expulsar para Taiwan, em plena, já, Guerra Fria, o Rival Capitalista, com certa ajuda da então URSS.  

 

Adquirida pela Inglaterra junto à China após a derrota na Guerra do Ópio, cujo convincente Tratado previa a devolução em 1987, como de fato, a Grã Bretanha devolveu à Administração Chinesa o Território, mesmo que a contra gosto, estabelecendo, contudo, minúcias, em que Hong Kong possuiria Status Especial, certas liberdades democráticas, cabendo a China, já Potência Nuclear e Econômica ascendente, apenas monitorar a Defesa e Política Externa do Território, enquanto usufruía da intensa exibição de Hong Kong como Paraiso Financeiro no Oriente, até que recentemente, lembrando a dita Primavera Árabe, uma inconcebível sede por Liberdade, à moda Ocidental, varresse países como Tunísia, Egito Síria e Líbia, destituindo seus Governantes, porquanto em Hong Kong, o Governo Central procurava, com extradições, aumentar seu controle na Província, Hong Kong, pesadamente repelida pela População do Território, no que ficou conhecido como a Revolta dos Guarda-chuvas, numa alusão ao dia chuvoso em que os Protestos se deram inicialmente, a cerca de 4 anos atrás.

Mais que mera Província Chinesa, Joia Rara do Regime, tomada de volta, que completa 70 anos de fundação, agora, as atuais Revoltas em Hong Kong, reprimidas com certa, e constante, moderação pelo Regime Central, ameaça levar à Guerra, ou pelo menos, ao mais completo recrudescimento o Gigante Asiático, ora em plena Guerra Comercial com os EUA, e que jamais aceitará, novamente, a intervenção estrangeira em seu Território, enquanto, do outro lado do Mar da China, vê a Província Rebelada de Taiwan como Território seu, hoje ocupado pelo Inimigo Ocidental, fato é que na Comemoração da data, exibiu em pomposo desfile, sem precedentes, Forças Armadas sofisticadas e poderosas, capazes de atingir com misseis atômicos o Centro da Europa ou EUA, quem dirá, Homens e Jovens insuflados na Província Rebelde de Hong Kong, armados não mais do que com meros Guarda Chuvas, e questionáveis “Valores” Ocidentais de Liberdade e Democracia ?

Que o Ocidente jamais confunda Paciência Chinesa com sintomas Fraqueza, ou Duvidas, pois, definitivamente, ao contrário de Brasil ou Iraque ocupado, a China deixou de ser, como diziam os antigos: “Um Negócio da China” !

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.