TUDO “EM FAMÍLIA” : GLOBO PROSTITUI PROGRAMAÇÃO NA TV BRASILEIRA...

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Por : Pettersen Filho

 

Degeneração de Caráter, ou Fenômeno Biológico, entendam como queiram, que jamais poderão ser tratados como “Doença”, relacionamentos homossexuais, lesbianismo e “baitolagem”, como se fala no Popular, existem desde que o Mundo é Mundo, predominando no seio de Grandes Impérios, desde Alexandre, da Macedônia, “O Grande”,  até Calígula, em Roma, embora contrários à maioria das orientações religiosas, tipo a Católica Apostólica Romana, que congregamos cá no Ocidente, e mesmo à maioria das Orientais, como o Islã, em que tal ocorrência é tratada com a Pena de Morte, ou Apedrejamento Público, contudo, é pratica Socialmente aceita no Brasil, ou, pelo menos, tolerada, cabendo a cada um, no intimo do seu Caráter, ou na privacidade das “Quatro Paredes” de suas casas, a sua própria “Orientação Sexual” : Portanto, uma Exceção à Regra, e não o contrario, até admitida, rompendo o conceito clássico de Família, que conhecemos, monogâmica e heterossexual, desde “Adão e Eva”.

 

 

Contudo, aparentemente, professando uma Política Sistemática de Aniquilação e homogeneização, tomadas por baixo, meio que Pasteurizando a Cultura, Família e Bons Costumes brasileiros, vem a “Permissionária” de Concessão Publica de Rádio e Televisão, a assim chamada de “Poderosa” Rede Globo de Televisão, fazendo da premissa do Relacionamento Homossexual, tipo “Adão & Adão”, ou “Eva & Eva” o seu “Carro Chefe”, e, a pretexto de “Romper Barreiras”, derrubando possíveis preconceitos, numa postura nítida de combate à Homofobia, fazendo de tal tema o seu mote comum, em Novelas, tais como a ultima, em que o Personagem Principal lasca um beijo gay em seu afeto, no ultimo capitulo, com índices máximos de audiência, em Cadeia Nacional, ou na atual, “Em Família”, onde a Personagem Lésbica azara as suas pares femininas, ao vivo e a cores, como tema central, ou divulgando valores que não correspondem aos pudores e morais brasileiras, pelo menos, assim, não o deveria ser, em que o Personagem Principal, um tal de “Laerte”, após, no vulgar, comer e embarrigar a Prima, tentar matar e enterrar vivo o Tio, foge para o exterior, onde se dá bem, e, após, notória carreira como Musico, volta, para comer a sobrinha, filha da Prima, e por ai vai, numa suposta retrativa comum da própria Família Brasileira....

 

Meio que copiando Nelson Rodrigues, Dramaturgo excepcional, que muito soube retratar a Sociedade brasileira, em Peças como “Toda Nudez será castigada”, de muito menor espectro, e abrangência, no conforto dos teatros ou salas de exibição particulares, numa perversidade desaconselhada à Emissora, detentora de Concessão Pública, cujos valores artificiais, e aéticos, alienígenas, tentam destruir qualquer resquício de Cultura pré-existente no Brasil Global, o que é completamente desaconselhável, e contraria os preceitos constitucionais estabelecidos como Critério para a Concessão do Direito de Comunicação de Canal Público, a Emissora, vem, de fato, destruindo a própria Dignidade nacional, a pretexto de praticas Não-homofóbicas.

 

Objeto de Concessão Pública, portanto, “Bem Popular”, de toda a Sociedade, as Comunicações, bem como, a outorga de Concessão Pública por parte do Poder Público, para que operem, devem, por preceito Constitucional, redundarem em Serviços que beneficiem, em ultima instância, toda a Sociedade Brasileira, própria à manter uma Unidade Linguística, preservadas, e reconhecidas, as diversidades regionais, assim como as manifestações culturais de cada localidade, tendente a manter, e incentivar, a própria Unidade Nacional.


 Nesse sentido, dispõe a Carta Magna de 1988, a dita “Carta Cidadã”, tamanho o enfoque que a questão merece, ao dedicar todo um Capitulo, e enredo legal, ao se referir à Matéria, pomposamente intitulada: “Título VIII, Da Ordem Social, Capítulo V, Da Comunicação Social...”, chegando a dispor o Art 220 “ A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nessa Constituição”, que é, enfim, o Esteio, Pilar do próprio Regime Democrático ora vigente no Brasil.

 

Aprofundando-se, quanto à Matéria, “Da Comunicação Social”, no que tange os Espetáculos, Shows, Rádio e Televisão, sacramenta o mesmo Art. 220, em seu Parágrafo 3º, Incisos I e II, atribuindo ao Poder Público, leia-se “Governo Federal” a competência de Legislar, Regular, “Censurar” a atuação dos diversos Meios de Comunicação: “ Compete à lei federal: I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada; II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no Art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente. “

 

Prosseguindo no seu afã regulatório, dispõe ainda a Constituição Federal, no Parágrafo 5º do mesmo Artigo: Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”

 

Contudo, verdade posta à mesa, não é, infelizmente, essa a realidade que se vê no Brasil, onde a principal Rede de Comunicações Públicas, a Rede Globo de Televisão, “Dona”, quase absoluta do Ibope no setor de Rádio/Televisão no Território Brasileiro, consiste-se, na pratica, em quase um Monopólio, ou Oligopólio, como queiram, responsável pelo rateamento, angariação, via Campanhas Publicitárias, muitas delas envolvendo contas milionárias de Órgãos Públicos, Ministérios da República, Banco do Brasil, Correios, Petrobras, Caixa Econômica Federal, a maioria deles unanimidades em seus respectivos setores, cuja atuação dispensa, em ultima instancia, qualquer publicidade, tamanho o grau de difusão, e inserção, desses Órgãos na Sociedade Brasileira, “Produto” com que, parece-nos, recebe a “Paga” pelo eventual “Apoio” ao Governo, ou Partido Político de “Plantão”, assim como foi, no caso da Emissora, ora, em tempos de Democracia, essencial à Propaganda, e Apoio ao Regime Militar de 1964, coincidindo com a sua criação, Rede Globo de Televisão, em 1965, com apoio dos Estados Unidos da América, ao Golpe, e do Grupo Time Life, à Emissora.

 

 

Assim é que refém do Humor subjetivo do seu Grupo Detentor, a Família Marinho, poderosíssima, que edificou Governos, como Fernando Collor de Melo, na sua difusa Campanha, que fez, na imagem que construiu perante a Sociedade, do “Caçador de Marajás”, como ficou conhecido o, antes, Governador de Alagoas, controlador do Grupo Globo no Estado de Alagoas, depois Presidente da República, da mesma forma que, depois, uma vez desagradada, encampou a Campanha dos Cara-pintadas, e do Impeachment, que culminou na derrocada Collor, assiste contudo, passivo, o Governo Federal, sem que isso signifique, sequer, Censura, já em sua 14ª Edição o famigerado Grupo Globo anestesiar o Poder de Discernimento de toda a Nação, ao levar em Cadeia Nacional o Programa Big Brother Brasil, Show de Vulgaridades e Desrespeito, regiamente patrocinado por anunciantes, igualmente Desclassificados, sem o menor Pudor ou sentimento de Cidadania, Guaraná Antarctica, Cerveja Skol, Elseve, Brasil Cacau, Fiat Automóveis e Sabão Omo, tudo por uns míseros vinténs, às custas da própria dignidade nacional.

 

Programa de Plastía destacável, cuja dinâmica, realmente, encanta, com belas mulheres e jovens tatuados, nada contra, no entanto, nivela por baixo a Cultura Nacional, transmitido em horário nobre, à todo momento, com inserções de vinhetas na Programação Diária da Emissora, o Big Brother Brasil é a prova concreta, e a pratica mais clássica da Máxima Romana do “Pão e Circo”, enquanto, a verdadeira diáspora política não é abordada no Brasil, dos protestos e das centenas de ônibus incendiados...

 

Pratica absolutamente contraria ao que observa, também, o Artigo 221 da Constituição Federal, quando determina, Incisos I â IV: “Art. 221 - A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação; III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”, a Programação da Emissora deveria, mesmo, ser Cassada, senão, a própria Concessão Pública, por Crime de Lesa Pátria.

 É, enfim, um tema que deve ser discutido, também “Em Família”, não acham meus Caros, e inocentes, Telespectadores ? 

 

Crônica também Publicada em www.paralerepensar.com.br 

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.