GSD-9748 : “O PREÇO DA CIDADANIA...”

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Por : Pettersen Filho

Indiscutível constatar que o Automóvel, “Carro”, assim como é conhecido, veiculo autopropulsado, é indispensável, como ferramenta, “Bem de Consumo”, na Sociedade Moderna, completamente solidificada, vigente, à partir do Automóvel, para glória e beneplácito da Industria de Impostos do Governo Federal, Estadual, Municipal (IPI, ICMS, Licenciamento, Registro, Multas e etc), da Industria Petrolífera (Exon, Shell, Petrobrás), e Multinacionais do Setor (Ford, Fiat, Renault, dentre outras), com o qual o Cidadão se desloca, com agilidade, sendo uma das principais conquistas da Sociedade de Consumo Capitalista Ocidental, sobretudo nas Sociedades Periféricas dos Países Subdesenvolvidos, como o Brasil, em que tal “Bem”, além de ser ferramenta útil, apta a substituir os precários serviços de Transportes Públicos, ônibus, trem ou metrô, incorpora, em si, um mínimo sintoma de “Graduação Social”, enfim, status, ainda em áureos tempos, do Brasil inflacionário, e dos tantos  Planos Econômicos malversados, Funaro, Collor, Bresser, e outros, chegando, em certos momentos, a ter Lista de Espera...

 

 

Assim é que, operando como “Cavalarianos do Velho Oeste”, dos Filmes Cowboys Americanos, os nossos atuais “Cruzados”, ora, Homens Urbanos, completamente domesticados pelo “Sistema”, quem não percorrem, mais, os desfiladeiros e cânions do Texas, à caça de Bandidos, como nos Westerns, mas, sim, pilotam desvairados suas Hi Lux e Mitsubishs Modernas, a maioria deles, jamais tendo pisado descalço a terra, entre o Serviço, no Escritório, e os  Shoppings Centers, entre um engarrafamento, e outro, nas Grandes Metrópoles brasileiras, porquanto levam suas superficiais vidas, certos de terem obtido todo o sucesso, que a nossa vã vida material, pode nos proporcionar, seguem seu modelito, e o New Wave Americano, impressionando suas mulheres, namoradas e vizinhos, desde o sempre.

 

No meu caso, Menos-cruzado, ou Cavalheiro, do que os meus Contemporâneos de Urbis, reflexo do meu flagrante insucesso econômico pessoal, ou desapego, vinha levando a minha pacata vida, utilizando-me como meio de transporte, as parcas vezes que afasto-me da minha rotina doméstica, não distanciando-me, quase nunca, mais do que quatro, ou cinco, quarteirões da minha casa, à Avenida Deputado Anuar Menhem, na Região da Pampulha, uma das principais da área, em Belo Horizonte, o que, ao meu ver, transforma Capital Mineira numa das menores Cidades do Brasil, quase uma “Roça”, pelo menos, sob o meu ângulo de vista, extraído das minhas praticas pessoais, que nunca me afasto daqueles poucos quarteirões, entre uma Rotatória e outra, que delimitam a tal Avenida Menhem, enfim, um velho automóvel General Motors, Monza Classic, duas cores, Cinza/Grafite, carro de edição especial ano 1987, modelo antigo, já completamente ultrapassado, cujo Licenciamento vencido, há cerca de quatro ou cinco anos, permanentemente mantido com tanque de combustível vazio, não mais do que três ou quatro litros de gasolina, somados a bomba d’água com vazamento, o que causa-lhe superaquecimento, jamais reparada, impedindo-o de circular longe, além da direção hidráulica, e luzes de faroletes, queimados, escapamento ausente, prestando-se, tão pouco, na omissão das autoridades, à arrasta-lo de um lado, para o outro da Avenida, sempre que desembarco material de construção, ou viveres, ao retornar do supermercado, ali perto...

 

Dispensável, é, narrar, cerca de quatro ou cinco infrações de trânsito, obtidas pelo “de cujus” proprietário, meu Pai e Homônimo, ao longo dos últimos quatro, ou cinco anos, deixado o “Bem”, o Automóvel Monza Classic 1987, placas GSD-9746, aos meus cuidados, por força de Inventário, ante ao falecimento do meu pai, anos atrás.

 

Decorre que no ultimo Domingo, 27/07, por volta das 18:30 hs, em plena Avenida, sem cerimônia ou cautelas de estilo, algum larápio, sou circundado por Oficinas de Desmanche e Montagem de carros roubados, sem que me desse conta, e, apesar do “Escudo”, adesivo, do Sindicato da Polícia Civil, a que pertenci,, que ainda ostentava no Para-brisas do Veículo, e, talvez por isso mesmo, por simples, e total, desafio, “levaram” o tal GSD-9748 do local, em menos de cinco minutos, da vez que o vira, antes, da subtração.

 

Imediatamente, acionei as autoridades, ROTAM, PRF, e compareci, pessoalmente, no Batalhão da Polícia Militar local, alertando para o fato.

 

No dia seguinte, compareci á Rua Uberaba, no Barro Preto, onde registrei a Ocorrência, perante a Delegacia de Furto de Veículos da Polícia Civil...

 

Passados cerca de três dias do fato, ora, menos consternado, rezo, profundamente, para que o carro, jamais apareça.

 

Em que pese o fato, talvez, de que o meu adesivo, o da Polícia Civil, agora, estar ostentando a “Viatura” de algum Marginal, como troféu, e, muito embora, talvez, as peças do meu veículo, o qual, Serie Especial ( não existam mais do que centenas de unidades, em todo o Brasil, e,  não vale, em valor de Mercado, mais do que três ou quatro mil reais) já estejam abastecendo algum Ferro Velho, ali da Avenida Vilarinho, nas barbas das Autoridades, ainda assim, o seu, eventual, aparecimento, à essa hora, totalmente improvável, ensejará em, mais, um prejuízo de cerca de três ou quatro mil reais, para mim, em Impostos, Licenciamento, Multa, Reboque e Pátio do Detran.

 

Então, como dizia Chico Buarque de Holanda, em mote contra a Ditadura de 64:

 

“Chame, chame, chame o Ladrão, chame o Ladrão, chame o Ladrão...”

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.

 

 

DEFESA DO CONSUMIDOR – CIDADANIA - PEQUENAS CAUSAS CIVEIS ???

  

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