O DIA DO CHACAL EM PARÍS : “ATENTADO TERRORISTA MATA 12 NA FRANÇA...”

Por : Pettersen Filho 

Superealidade, que supera em muito, tanto em Trama, como em Violência, a Gravação Ficçiosa rodada em 1973, em Coprodução Franco-britânica, “The Day Of Jackal” – O Dia do Chacal, reproduzindo nas telas a tentativa de assassinato do, então, Presidente Charles D`gaule, impensável, nos dias de hoje, no entanto, ocorreu em Paris, em verdadeiro Atentado contra a “Liberdade de Expressão”, levando consigo, no bojo dos disparos que vitimaram cerca de 12 pessoas, entre Editores, Colunistas e Chargistas de Revista Francesa,  também, o Conceito imaturo que se tem no Ocidente sobre o que seja  Liberdade de Opinião.

 

Aparentemente, motivado pela Publicação, por parte da Revista Satírica Francesa, de Charges contra o Profeta Maomé, tido como Sagrado perante o Islamismo, em tempos em que, desde as Cruzadas da Idade Média, e as Reformas Religiosas Protestantes de Calvino e Lutero, ainda persiste o “Confronto” Religioso, se não Moral, entre Oriente e Ocidente, cujo “Projeto de Hegemonia” não comporta a convivência de um Hemisfério com o Outro,  o “Atentado” trás à baila, mais uma vez, de novo, e novamente, a insuspeita existência, no Oriente Médio, África e Ásia, de um Ascendente Estado Islâmico Radical, em muito, idealizadosubsidiado e conflagrado, pelo próprio Ocidente, o ISIS, com Logística e Manutenção de Armas, insuspeitadamente, por parte dos EUA, França e Grã-Bretanha, a fim de enfraquecer, se não, quedar, a crescente influência, também, do Irã dos Aiatolás Atômicos na Região.

 

Tema um tanto quanto Surreal, ou, pelo menos, impalpável, o que é, para nós, “Liberdade de Expressão”, satirizar, com fito de Dolo, o Profeta, da Religião dos outros, como no caso de Maomé, para os do Oriente, no entanto, ultrapassa tal “Liberdade”, e passa a ser visto como Difamação ou Calúnia, nitidamente, deliberadasapoiadas e incentivadas pelos Estados Nacionais do Ocidente, claramente, sob a esfinge da Liberdade de Expressão, para formular “Opinião Pública” adversa aos Estados Orientais, muitas vezes de cunho Oficial, longe da suposta “Liberdade de Imprensa”, tão propalada por nós, no Ocidente, mas que, deve, nesses casos, ser relativizada.

 

Permitam-me reportar, por oportunismo histórico, que, mesmo antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial, o Diretor e Artista, nem por isso deixando de ser sensacional, Charles Chaplin, já parodiava Adolf Hitler, no Filme “O Grande ditador”, o que, de certa forma, abriu caminho à Opinião Pública para o lançamento da Guerra Mundial que se seguiu, engajando os EUA:  Afinal, quem não se lembra, no Século Passado, dos “Versos Satânicos”, de Salman Rushdie, que  lhe valeram juras de morte, ao satirizar o Aiatolá do Irã ?

 

Não podendo, aqui, em justo Estado de Consciência, querer “legitimar” tão vil Atentado, em especial, numa Cidade como Paris, que em passado remoto, foi chamada de “Cidade Luz”, tamanha a Efervescência de Pensamentos, não pode, contudo, tal “Liberdade”, a torto e a direito, ser “Política Oficial” de Estado para perpetuar ideologias de Xenofobismo, Racismo ou de Segregação Religiosa, como assistimos hoje, enquanto o Ocidente “Desestabiliza” os Regimes, Democráticos ou Não, do Oriente, e Ucrânia, para depois, lamentar as “Mortes dos Náufragos” do Mar Mediterrâneo, ou, por outro lado, quando tomados por levas de Imigrantes Religiosos do Oriente, Síria ou Líbia, lhes fecha a Porta, como as recentes Marchas Antislamismo, na Alemanha, dizendo: Não !

 

Aliáso que esperar, então, da nova sensação nos Estados Unidos, com intervenção do próprio Obama, pela exibição, do Filme : “A Entrevista”, que ridiculariza o Líder Atômico Norte Coreano, sem nenhum Direito de Defesa ou Resposta, valendo até um Ciberataque à Sony, sua produtora ?

 

Os Estados Unidos que se preparem, afinal, como comportaríamos, nós, CatólicosApostólicos Romanos, quando sabemos que algumas publicações, como “The Economist”, ou o “New Iorque Times” estampam o “Pensamento” do Poder Oficial dos seus respectivos Países, ao ver, por exemplo, no Jornal Oficial do Irã uma suposta Charge do Nosso Senhor Jesus Chisto, por exemplo, com toda Licença Poética, inadmissivelmente, praticando coito com a Nossa Senhora Virgem Imaculada ?

 

Seria intangível, não é mesmo ?

 

... ou então, que confiram, no Ocidente, à Julian Assange, e ao Wikeleaks , banidos por delatar o Império Americano,  e a NSA, a “Cidadania”, e a tão decantada  “Liberdade de Expressão”, que, ora, com peso e medida distintos, tanto defendem, por mero casuísmo político...

 

 

Crônica também postada em www.paralerepensar.com.br

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, ALÉM DE SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGIAS,  POLÍTICAS E SOCIAIS DOM VASCO FERNANDES COUTINHO, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.