CONFIDENCIAL

By : Sys (Ecosys-Cordel)

Vi meus versos num jornal

Jornal do dia

Dia que pedia calmaria

Calmaria emocional

Emocional sempre igual

Igual fruta no pé

Pé de laranja não dá café

Café bebi lendo cordel

Cordel foi parar num papel

Papel que ia acender a chaminé.

 

 

 

Chaminé de um recanto

Recanto para amantes

Amantes vendo a luz brilhante

Brilhante como meu pranto

Pranto sem orlas de manto

Manto que aquece os sonhos

Sonhos hoje tristonhos

Tristonhos num verso despido

Despido por um amor ferido

Ferido sem ver o amor risonho.

 

Risonhos dias, eu fui quem?

Quem sabe responder?

Responder e me compreender?

Compreender quem foi ninguém?

Ninguém ousa ir além,

Além do verso solitário

Solitário no cenário

Cenário de criticas este

Este que me veste

Veste-me desde o berçário.

 

Berçário de dor

Dor já rimei com amor no choro

Choro que ganhou coro

Coro dos anos sem ver o valor

Valor das horas de um pecador

Pecador que chora de aflição

Aflição que me fez beijar o chão

Chão de terra pisada

Pisada parece emboscada

Emboscada para acusação.

 

Acusação como pó assoprei

Assoprei para o vento

Vento ecoou meu livramento

Livramento que amei

Amei na vida o que gritei

Gritei só o que me fez feliz

Feliz mesmo com cicatriz

Cicatriz guardo como troféu

Troféu que ergo ao céu

Céu onde a flor agradece a raiz.

 

Raiz tem meus versos doados

Doados na mocidade

Mocidade onde fui raridade

Raridade com legado

Legado abençoado

Abençoado em essência

Essência e referencia

Referencia me veio do céu

Céu que não me deixou a léu

Léu é feito de ausência.

 

Ausência deixei num verso frio

Frio sem destinatário

Destinatário é vestuário

Vestuário para poeta vazio

Vazio está por fio

Fio que fia versos suspensos

Suspensos como eu penso

Penso que ele chora

Chora com a demora

Demora do leitor, eu penso.

 

Penso agora na vida

Vida que guarda segredos

Segredos não me dá medo

Medo não cria a saída

Saída é a palavra acolhida

Acolhida com determinação

Determinação e ação

Ação eu vi no jornal do dia

Dia que me deu alegria

Alegria foi acolhida.

 

 

Acolhida com admiração

Admiração não padece

Padece os maus com a prece

Prece feita de joelhos

Joelhos vistos no espelho

Espelho d´água alcança o céu

Céu mergulha como um véu

Véu lavado em poesia

Poesia vesti alegria

Alegria invade o coração.

 

 

Coração agora é fogaréu

Fogaréu no brilho de um olhar

Olhar foi no espelho afirmar

Afirmar o brilho que sentiu

Sentiu quando na vida refletiu

Refletiu no poema normal

Normal ainda tinha moral

Moral que deu sentido ao dia

Dia que venceu a ironia

Ironia vinha do jornal.

 
Suely Sabino Reis (Simplesmente Sys)
Estilo seu Ecosys + Cordel (Um experimental no Recanto das letras)

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