REFORMAS POLÍTICAS

Por :Fahed Daher

Diante de tanto imbróglio no campo da política de disputas de cargos públicos bem remunerados, na esfera federal, com temperos de pimentas nos setores municipais, imbróglios que acompanhamos pela mídia e que, com toda a publicidade não perderam o cheiro da pizza à moda do líder, com sobremesa de marmelada cascão, agora nos socos e pontapés para alcançar a chefia da câmara dos deputados, os parlamentares mostram preocupação de promover reforma política, especialmente no setor eleitoral e especialmente objetivando o problema de gastos de campanhas.

Ora, vejam! Mais um fisiologismo aprendido pelo sistema do governo militar?

Quais as preocupações demonstradas pelo que transparece no noticiário: Diminuir os gastos de campanha? Diminuir o tempo de campanha ostensiva? Aumentar o que se relacione com o aumento de ética na política? Seleção de candidatos em níveis de competência legislativa e de análise de vida pregressa? . Impedimento de candidatos no que se refere aos que estão em pleno processo de julgamento? Sobre a purificação da das casas legislativas? Sobre a redução do número de parlamentares que devem ser legisladores e não assistentes sociais a simplesmente votar com as lideranças e conquistar verbas para seus núcleos eleitorais? Limitação das mordomias e permanência dos legisladores em plenário ao menos quatro dias por semana?

Nada com o que se proponha a diminuir o número de parlamentares, com a certeza de que não é pelo grande número que se chega a bons resultados legislativos, mas pela coerência de poucos, contestando aqui que parlamentares devem estar junto às bases eleitorais quando na verdade foram eleitos para legislar e não para manter relacionamentos permanentes com cabos eleitorais e eleitores, prevendo a reeleição e manutenção do estado de parlamentar com salários e mordomias regaladas... Alem de aposentadorias de marajás.

Estabelecer o voto distrital com o qual se dará condição de selecionar eleitos pelo prestígio em seus núcleos de vivência não pela busca de eleitores em zonas desconhecidas que obriga a maiores gastos pela compra de cabos eleitorais, distribuição de material de propaganda, sustentação de veículos, pagamentos de contas de luz, água, cestas básicas, viagens longas e prolongadas que apenas podem fazer os que recebem financiamentos.

Criar a forma de o eleitor poder mostrar descontentamento com os eleitos através de referendo popular que pode levar o eleito a perder o mandato e mesmo dissolver o congresso, fazendo-os inelegíveis, sem estas demoradas Comissões Parlamentares de Inquérito, frutos do corporativismo.

Criação da inelegibilidade para o parlamentar cassado ou o que renuncia para não chegar ao final do julgamento.

Eliminar a famigerada candidatura nata, esta que da direito a que um parlamentar vir a ser candidato natural para a nova eleição, mantendo uma oligarquia, sobrepondo-se ao direito de igualdade com outros que almejam se eleger.

Reduzir o tempo de férias igualando ao tempo de férias dos trabalhadores, os que constroem a nação, respeitando assim a dignidade do eleitor..

O supremo governante da nação, Presidente Lula, se desculpa das trapaças de José Dirceu, Denúbios e outros, afirmando que o “PT faz o que os outros sempre fizeram.”.

O nosso presidente não se elegeu para defender comparsas e, a sua influência no sentida da ética, ética que afirmou ter mais do que todo mundo, dentro desta dignidade a que se atribui e sua influência política, poderá ou poderia, se quiser ou se quisesse, defender a moral, conduzindo uma reforma política de alta dignidade.

Médico . - Academia de Letras Centro Norte do Paraná-

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