REFORMAS NACIONAIS.
Por : Dr. Fahed Daher Há assunto sobre o qual ninguém discorda. A necessidade das reformas estruturais do governo brasileiro, reformas que a revolução de 1964, com o todo poderoso esquema de comando poderia ter feito e poderia ter entregado à nação, como prêmio do sacrifício de milhares de pessoas, sacrifício documentado em arquivos proibidos e que agora pouco importa serem abertos ou não, a não ser que algo tenha de ser cobrado de políticos ainda vivos, participantes ativa ou passivamente. dos sacrifícios. Reformas que já poderiam estar prontas sob a responsabilidade da constituição de 1988, sobre a qual se fez tanta propaganda, se pediu a colaboração da população aceitando propostas e propostas foram encaminhadas aos congressistas, aos milhares, e congressistas recebendo altos salários e regalias, além de estarem incluídos nos anais do congresso cujos anais, documentos históricos, são e serão pesquisados pelas gerações, lembrando nomes que poderiam ser elevados à categoria de heróis, e como heróis, exemplos de dignidade. A constituição de 1988 foi euforicamente promulgada com Ulisses Guimarães elevado à categoria de grande artífice político da lei máxima do Brasil, esta que, já a seguir, precisou de reformas e vem precisando de emendas e ajustes. Constituinte inflacionária pelos gastos havidos e impraticabilidade quando procuramos leva-la à prática e trava a marcha nacional. Agora se discute reforma do judiciário, reforma política, reforma bancária, reforma trabalhista, reforma empresarial, reforma agrária, reforma da segurança, reforma universitária só não se discute a reforma da ética tanto como a reforma da educação cívica, do nacionalismo e do patriotismo. Em medicina observamos que quando existem muitas publicações e tratados sobre um mesmo assunto, é porque ainda não se chegou ao conhecimento exato do aspecto científico e os tratados volumosos e maçantes desaparecem e morrem nas prateleiras para os historiadores, quando a ciência esclarece a etiologia a fisiologia a terapêutica. Também com as leis acontece o mesmo. Quando as bases dos desajustes não são adequadas pouco importa o número de leis, portarias, regulamentações e demais normas que confundem até e especialmente os juizes, quanto mais a população que, de acordo com uma mentira convencional diz que “a ninguém é dado ignorar as leis.” A maior das leis é a lei dos costumes que quando baseadas na ética é de fácil execução, quando escritas maliciosamente criam a desordem e a anarquia. A primeira reforma e sem a qual nenhuma outra alcançará o objetivo pretendido, é a reforma moral, que possa alcançar todas as camadas da população, a se iniciar pela classe política, a escolaridade e os grandes meios de comunicações. Alcançados estes, haverá por conseqüência e conclusão a maior produção da política honesta, a direção da administração da qual depende o desenvolvimento técnico, cultural e da dignidade humana. Praticamente esta reforma também partirá do íntimo de cada um e a seguir a participação de todos na vida pública sem compromissos com partidos eleitoreiros, mas em forma de participação em entidades sociais não governamentais, com a finalidade de interferir na política eliminando os oportunistas que sem ideal ou programa trocam de partidos como frangos trocam de poleiros. . Participação de todos na mobilização contra as injustiças. Escolaridade de formação de personalidades e de civismo e não simplesmente escolaridade de informação superficial de matérias ministradas por horas aula, para lotar o mercado, inflacionariamente, e não por profundidade de conhecimentos e utilidade social. Repúdio à mídia apresentadora de programas aleatórios que não imprimem a orientação a disciplina sexual e o aprimoramento, na ordem da família. Apego a princípios religiosos e que indicam o caminho da honestidade e firmeza de propósitos dignificando a crença em Deus. Enfim, sem reforma ética e formação de personalidades, todas as outras reformas serão sempre incompletas e sujeitas a novas reformas. Utopias. Quando e como reformar se ainda mais vigoram as trapaças e faltam lideranças? Academia de Letras Artes e Ciências Centro Norte do Paraná Sociedade Brasileira de Médicos Escritores |