O Debate Ausente II - A Oposição A Favor!

Por : Raymundo Araujo Filho
Estes dias, postei um artigo (Falsa Esquerda, Uma Ova!), o primeiro de uma série que denomino O Debate Ausente. Este visa discutir as questões políticas do momento, sob um prisma que ardilosamente é ocultado pelas forças políticas hegemônicas, isto é o Lullo Petismo e aliados e o PSDB-DEM e aliados, muitos dos quais, eternos aliados do Poder.
Se no primeiro artigo analisamos os equívocos, quando não pior, da autodemnominada esquerda Lullo Petista, em aliança com o projeto desenvolvimentista do capital, sendo um gerente da crise atual, favorecendo agora a rapinagem do dinheirro público e estrutura funcional do país, que vem a ser o último ato desta etapa de 25 anos do que se chama Neo liberalismo Globalizado. E isso após um período de acumulação e concentração de Capital, nunca dantes vista neste país.
Mas, qual é a força hegemônica que se contrapõe a isso? Pois bem, são aqueles que iniciaram o processo, executando algo parecido com as chamadas entradas e Bandeiras, para o estabelecimento agudo entre nós, do Capital com forte viéis internacionalizado, monopolista e corporativizado. São os principais atores desta aventura lesa povo o PSDB e o DEM, pois asa outras siglas apenas se adquam ao poder. Com excessão óbvia hoje do PCB, do PSOL e do PSTU (e aqui não entro no mérito de suas políticas).
E qual é o discurso do PSDB e do DEM? É o da simples disputa do Poder, pois sabem que Lulla seguiu muito bem a cartilha do consenso de Washington, aproveitou-se para jogar algumas migalhas para os mais pobres, pagar bem os aliados orgânicos e conceder tudo que foi pedido ao grande Capital Internacional e associados brasileiros, além da subserviência estes anos todos a Doha e a Política externa visando apenas a conquista de lugar no conselho de segurança da ONU.
Lulla já executa esta cartilha neoliberal tão bem, e reflete em D. Dilma a continuidade desta verdadeira engenharia entregiuista, agora repassando para o "motor" da iniciativa privada, toda a reconstrução deste país sucateado, para favorecê-los neste tempo de crise. Vai dar as nossas últimas gotas de sangue, para os empresários chupa-cabras.
Assim, o que querem os representantes da Aristocrática Direita dos Tucanos e Dem(ônios)? Apenas a volta ao Poder. Mas para exercê-lo com quem? Ora, com aquela velha e carcomida pseudo iteligentzia paulista-sorbone, com os representantes da Opus Dei e com a tchurma de mineirinhos e mineirões consubstanciados na figura do conhecido playboy carioca, mas de tradicional família mineira Aécio Neves. Além do rebotalho da Direita inqualificável que são a turma do PFL-PDS (seja lá que nome assumam).
Nada têm a dizer. Sequer podem ser ladinos como Lulla que, depois de ter entregado o país a receita da aventura neo liberal, ter dado continuidade a mediocrização da polótica, ter usado e abusado de todos os expedientes condenáveis, quando não ilegítimos e ilegais mesmo, agora faz a campanha de seu governo e de sua sucessão, atacando em discurso populista o não mais "companheiro" Bush. Vai continuar a entrega do país, mas discursando contra os ricos. E assim ficam todos em PAZ.
A compra do Banco Votorantim, denunciada como fraudulenta e eticamente condenável, é um elemento claro da falta de perigo que representa lulla para o Capital. Eles abem conversar com seus códigos. Cabe a nós, interpretá-los.
Assim, a oposição A Favor, tem em seus horizontes, tenho a certeza disso, apenas a manutenção de alguns postos, para não sumirem de vez do mapa político.
E Lulla, sem honrar nem um mínimo os seus discursos políticos de populista pragmático, mas entreguista, vai consolidando suas posições, capitalizando com a crise pela distribuição de esmolas assistencialistas, régios pagamento a ONGs, "Entidades" Pilantrópicas e Centrais Sindicais pelegas, treinando mão de obra para o serviço pesado das empreiteiras neo dontárias das obras com dinheiro público, a salvação dos bancos e empresas que especularam, redução de impostos, sem restrição ao lucro, fazendo o truque ilusionista da multiplicação do NADA.
Enfim, fazendo o Povo e aqueles a quem arrochou nos últimos seis anos, a esquecerem que não têm transporte, saúde, segurança, estradas, energia barata,Reforma Agrária. E mais a baixa remuneração do agricultor, que continua financiando a baixa inflação, por terem os preços agrícolas achatados, mas pagando muito pelos insumos, entre outras.
Mas, com uma Oposição destas, no estilo PSDB-DEM, o que esperar da política institucional?
É lamentável que a oposição Partidária à esquerda, com as suas visões e perspectivas, ao meu ver, muito conservadoras, em termos da relação com a Política Insitucional e Partidária ainda não percebam que a disputa eleitoral, principalmente a para os Cargos Executivos é um caminho impossível para as Forças Populares e que a participação neste processo, afinal sequestrado, apenas o legitima, impedindo a eclosão de novas formas de luta.
Reformista como sou (deixo a "Revolução" para os competentes)admito que a representação parlamentar deve se dar tão somente em função da organização popular e apresentação ou votação de projetos de Lei ou quialquer matéria, apenas se tiverem subscrição pública das tais 1 Milhão de assinaturas. Inclusive para fazer com que os mandatos parlamentares não sejam personalizados nesate ou naquele parlamentar, mas sim na mobilização popular conseguida.
É esta oposição Consequente que se contrapõe à Oposição A Favor, e ao fazer Oposição apenas pelo poder institucional e Corporativo.
Este é um dos debates que vejo como ocultos pelas forças hegemônicas da Política Institucional. Voltar |