Lula : Uma Koala Exótica no G8
Por :Raymundo Araujo Filho Koala é um mamífero Masurpial, aquele da bolsa no ventre. O Brasil é novamente exposto ao ridículo, através da programada atuação do indescritível presidente Lulla na fracassada (para os pobres) reunião do G8, acontecida em Áquila (Itália). Neste momento de “crise”, penso que ficaria muito chato para os países mais ricos e promotores da miséria mundial, se tivessem de estar expostos sozinhos aos holofotes e microfones internacionais. Ao meu ver, esta era a hora de deixarmos eles, os ricos, sozinhos na ribalta. Assim, para fugirem do vexame, chamaram alguns representantes de países “emergentes”, com Lulla a frente e em papel de destaque, sob o discurso que nós dos países pobres “conquistamos” um lugar de visibilidade internacional e nas decisões dos destinos da economia mundial. É a perfeita socialização dos prejuízos, após décadas de boaventurança lucrativa, sem socialização dos mesmos. Já deviam, os ricos, estar com a certeza que a fraqueza ideológica e gosto pelos holofotes do presidente brasileiro seria o suficiente para tergiversar, tomando espaço na mídia, amenizando o tal fracasso anunciado de mais esta reunião dos ricos, para manterem a exploração dos países pobres. E Lulla cumpriu bem este papel de auxiliar dos ricos. Fingindo-se indignado com a tal “crise”, mas elogiando Obama e outros, fez discurso com o bordão “a crise não é nossa” (dos países pobres), embora no Brasil esteja claro que este nosso presidente não se furtará de entregar o que for preciso, para que seu (des)governo seja considerado pela mídia e governos mundiais, como um baluarte de compertência. Assim, Lulla, em vez de liderar um movimento que sequer precisaria estar presente nesta reunião combinada entre iguais abastados quando, junto com seus pares “emergentes”, bastaria mandar uma resolução deste grupo dos pobres, dizendo que o mundo espera atentamente que os responsáveis por esta “crise” tomem as resoluções necessárias para saná-las, sem ônus suplementares para os já mais do que porejudicados pobres do mundo, além de medidas concretas sobre outras questões, como a emissão de gases na atmosfera, autodeterminação dos Povos, entre outras. Mas não, na ânsia de aparecer e se fazer de original, nosso presidente da República resolve levar camisas da Seleção Brasileira de Futebol, autografadas pelos jogadores, para farta distribuição entre os Chefes de Estados presentes no infrutífero (para os Pobres) encontro. O que deveria ter um clima pesado e sério, expondo a verdadeira Natureza deste convescote midiático, transformou-se em uma afável reunião de amigos e “companheiros” presidentes, tendo a mídia internacional gasto preciosos minutos de sérias análises e foco no fracasso das resoluções, afinal inexistentes, com a feliz e midiática distribuição das tais camisas da seleção, pelo presidente do Brasil, a Koala Exótica, que atende pela alcunha de Lulla. Assim, Lulla encobre as suas próprias, mas insuficientes e suaves palavras contra o genocídio perpertrado pelos Ricos contra os Pobres, com a sua farsa midiática de distribuição das amarelinhas da seleção canarinho de antigamente. Se não foi combinado, não poderia ser melhor para a tergiversação sobre o fracasso deste encontro, do que esta intervenção do Lulla e sua generosa distribuição de camisetas, como se estivesse em alegre farândula internacional, às custas do erário, em vez de uma missão em que deveria se comportar como um “Cara” e não como uma Koala Exótica. *Raymundo Araujo Filho é médico veterinário e especialista em animais exóticos. |