O QUINTO CICLO: QUEM SERÃO OS NOSSOS NOVOS SENHORES DE ENGENHO ?

Por : Pettersen Filho
Passada assim, meio que, sem perceber, dentre as notinhas de canto de página das Colunas de Economia dos Grandes Jornais , e Sites Virtuais, verdadeira transformação está a ocorrer no Brasil , podendo ser constatada, desde que lidas com maior precaução as incipientes manchetes, que circulam na Mídia Brasileira , sempre relacionadas a benevolentes Investimentos estrangeiros, assim como:
Chineses compram fazendas para plantar soja no Brasil , ou, Petrobrás se associa a Usina Guarani de olho no Mercado do etanol , ou, outra, China investirá bilhões na exploração de Minério de Ferro e Mineroduto em Salinas, Norte de Minas , ou, ainda, Multinacional Americana se associa a Grupo Usineiro Paulista .
Assim é que, uma vez, passados cerca de quinhentos anos da sua Colonização Européia , em que as Naus Portuguesas partiam dos nossos Portos, abarrotadas, tendo, nós, passado por notórios quatro grandes Ciclos Econômicos (afora o Ciclo da Borracha , de menor dimensão, tendo repercussão somente na Região Amazônica), os quais sejam: O Ciclo da Madeira , representado pela exploração do Pau-brasil, ao longo de todo o Litoral Brasileiro, logo no descobrimento, posteriormente suplantado pelo Ciclo da Cana de Açúcar , assim que abertas as primeiras clareiras, que, por sua vez, foi sucedido pelo Ciclo do Ouro , quando da interiorização do Brasil, rumo a Minas Gerais e Planalto Central, finalmente, seguido pelo Ciclo do Café , em que o produto chegou a representar quase que a totalidade das nossas exportações, até poucos anos atrás, contudo, Novas Velas , e embarcações, parecem, apontar no horizonte, dando inicio a um novo, e exclusivo, Ciclo : o da transformação do Brasil na Disneylândia Financeira Internacional , não, tão somente, agora, com investimentos especulativos em sua Bolsa de Valores, com Capitais de Risco , como as antigas Naus , que vinham vazias, ao sabor do vento favorável da Globalização , e partiam abarrotadas, mas, perigosamente, agora, tendente a transformar um dos mais proeminentes membros do BRIC (Grupo que incorpora as Potências Industrializadas Emergentes Brasil-Russia-India-China ), o Brasil, em mero Entreposto de Matérias Primas , para os demais.
País de inegável vocação exportadora, detentor das Maiores Reservas Minerais do Planeta , seja em ferro, e muitos minerais não-ferrosos, também o sendo o atual, e futuro, maior Celeiro Agrícola do Mundo , em que a soja e o milho se despontam como matrizes de toda uma Industria, de rações e alimentos, indispensáveis, em qualquer canto do Globo, com a novíssima demanda que o Mundo aponta, por fontes alternativas de Energia , o Álcool de Cana de Açúcar brasileiro, como efetiva proposta de Combustível Ecológico , a ser adotado internacionalmente, fatalmente, lançará inédita pressão em nossos campos, ameaçando converter nossos atuais Latifundiários , de, Meros Usineiros , Coronéis, tão festejados em nosso folclore dramaturgico, pessoas rançosas e severas, que, Outrora, marcantes, controlavam a Vida Social, e Política, brasileiras, a força do Voto de Cabresto e do Açoite , à novíssimos Senhores de Engenho Internacional , falando, com isso, vários Idiomas , desde o estranhíssimo Mandarim , um total desconhecido em nossas Favelas , e Senzalas Sociais , do novo modelo do Brasil Moderno $A , até o Idioma Inglês , com o qual nos empanturramos de milke-shakers e hamburguqrs , agora, também, açoitando, nos nossos canaviais.
É preciso, portanto, que, ao lermos tais Manchetes , sempre apresentadas como o mais destacado sintoma de Sucesso da nossa Política Econômica $A , questionemos, também, que tipo de Desenvolvimento econômico pretendemos, ao assistirmos tal processo envenenar, com dizimação, por exemplo, a Amazônia ou o Pantanal brasileiros, ao vermos, enquanto importamos sofisticadas memórias de computador e chips eletrônicos da China, com alto valor agregado, mais um Produto Made in Brazil , o Álcool , lá fora, enchendo, a preço vil, os tanques de combustível das Limusines e Ferraris de Beverly Hill , em detrimento dos nossos modestos carros populares de 1.0cc, a custas de nossa Pobreza , intelectual e produtiva.
Alias, bem, como dizia aquela marchinha antiga: ...Pondo pinga no motor vai faltar pro eleitor, anestesiar o coração...
Será, mesmo, essa, a nossa sina...
O nosso novo, e indisfarçável, Pelourinho ???
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