SELEÇÃO : DUNGA E SEUS 11 ANÕES VOLTAM PARA CASA

Por : Pettersen Filho

Dunga, Personagem Máxima da Campanha Brasileira na Copa do Mundo de Futebol, versão 2010, nome que herda desde os seus maiúsculos tempos de Jogador, imprescindível ao esquema da Seleção Canarinho, como carinhosamente é chamada a Seleção do Brasil, curiosamente, também Alcunha com que é chamado um dos anões da Fabula da Branca de Neve, provavelmente devido a sua pouca estatura, sempre perpetrou, enquanto Jogador, um futebol mais do que razoável, naqueles anos oitenta, até porque a posição não lhe exigia muito, mais, do que obstinação e força física, que sempre lhe foram peculiares.

Contudo, convocado a reger o Brasil na África do Sul, ao lado de Jogadores, alguns deles erigidos pela Mídia Paga ao patamar de Deuses, "Fabulosos", "Imperadores", e "Quarteto Fantástico", e outros "asticos", mas, Mídia a parte, tão Anões em seu Caráter como em seu Patriotismo, que nos ficou, através das imagens, absolutamente claro, os adjetivos virtuosos de Dunga, no entanto, não lhe foram suficientes para trazer-nos a mínima sensação, que nos causava, enquanto Jogador de Defesa, nos seus tempos, de Dever Cumprido.

Ao passo que fechou-se, como Treinador, em si mesmo, até com algum motivamento, devido a Campanha que sofria por parte de uma das maiores Empresas de Televisão do Brasil, de quem tornou-se desafeto, Dunga, nos momentos de frieza e determinação, no auge dos jogos, deixou de substituir Jogadores com Cartão, e insistiu em Nomes, e não em Homens, mesmo estando alguns deles lesionados, demonstrando, claramente, que nunca lhe faltou musculatura, mas, sempre, intelecto.

Enquanto, amargado pela derrota esquálida, sem luta ou brilho, o Brasil fica discutindo se Dunga deveria ter levado, ou não, Ganso, Tardeli, Marreco, Passarinho ou Adriano, o sentimento, que fica, ademais, entalado em nossa garganta, e o que dói mais, que me perdoem o Termo, não é ter levado, ou não levado Ganso, mas, sim, como nos alertava a piada de Baixa Meretriz, cuja Licença Poética recorro, do Cachorrinho "Nabunda", cujo Dono transportava de Barco na travessia do Rio, ao ver o Barco naufragar, sabendo que o cachorrinho não sabe nadar, questionado sobre o que faria com o Cão, se levava ou se deixava o Animal, teria proferido. "O Cão nada" É como eu receberia o Dunga em Porto Alegre, de volta para casa: "Nabunda Nada !!!"

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